Trio de Boas Práticas

As diversas estratégias utilizadas numa sala de aula, podem marcar a diferença entre distracção e concentração, calma e ansiedade, motivação e falta de interesse.

Sala em U
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Sentar os discentes em semi-círculo, é sempre uma opção muito agradável e vantajosa. Enfileirados, não vêem todos os colegas, nem vêm uma série de expressões, o que pode gerar timidez, ou levá-los a ter de se virarem para trás, ficando mais irrequietos. Quando todos se vêem, vão se perdendo muitas inibições, aprende-se a falar diante dos outros, olha-se nos olhos, é estabelecida uma relação mais aberta entre os discentes.


Clave de Sol e Notas Musicais
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Ouvir música clássica suave nas aulas não distrai, pelo contrário. A música aliada à troca de informações melhora a concentração e, consequentemente, a assimilação de conhecimentos. Muitos discentes rejeitam-na de início, por não estarem familiarizados com este estilo musical. Não devemos desistir à primeira. Com o tempo, habituam-se, sentem-se mais calmos e começam a ter outro gosto pela escola. Quando mais cedo este hábito é introduzido, mais fácil é a sua aceitação.



Sentados em círculo, um senhor conta uma história
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Contar histórias é dar sabor àquilo que é transmitido e assimilado. As histórias humanizam uma série de informações, exemplificam, contextualizam, estabelecem empatia, clarificam conceitos, para além de contribuírem para estimular a arte da crítica.




Segundo Augusto Cury, se estratégias como estas são aplicadas, passados cerca de três meses, haverá uma grande diminuição da ansiedade e um aumento de concentração. Os discentes começarão a ter prazer em ir à escola.
Bibliografia:
CURY, Augusto, Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes, Lisboa, Pergaminho, 2008.

8 comentários:

Anónimo disse...

Não me quero identificar para não poder dar qualquer pista de que professor estou a falar, mas é engraçado o facto de que o meu professor com menos atitude de professor (penso eu) tentou por diversas vezes implementar a música clássica ambiente nas aulas, e contava-nos sempre histórias (que muitas vezes não as percebíamos)e motivava sempre a nossa criatividade.
Por outro lado deixou metade do livro por dar e era extremamente desorganizado.
Será que avaliei mal o professor?

Práticas Pedagógicas disse...

Não conheço esse seu professor, e, em questões como esta, julgo que há sempre muito que se lhe diga.
Parece-me que o seu professor tentou fazer algo de bom. Talvez não o tenha feito da melhor forma. Uma coisa é uma estratégia, outra é a forma como é aplicada. Acho que o fundamental é criar logo de início um ambiente de empatia. Facilita todo o relacionamento e todas as práticas que são aplicadas daí em diante.

Deram uma oportunidade ao professor, ou será que o "pegaram de ponta"? Estarei errada ao dizer que depois de um professor causar uma má impressão inicial é muito difícil reverter a situação?

Mais uma vez, não conheço o professor, nem assisti a nenhuma aula. Acredito que tivesse boa intenção ao tentar implementar essas estratégias. Se bem que, há histórias e histórias. Elas devem fazer sentido no contexto educacional e ir de encontro às necessidades dos discentes.
Quanto ao manual, não acho que se tenha de dar todo o manual, mas sim toda a matéria. Eu costumo dizer que por vezes tempo perdido é tempo ganho. Por vezes temos de nos afastar do assunto da aula, para falar de algo importante, mas obviamente que a matéria não pode ser descurada.
Gosto muito de receber comentários de alunos/as. Gosto de conhecer a vossa perspectiva. Continue a comentar.
Bem haja!

Anónimo disse...

Na minha opinião, para aquele professor ser um bom professor faltou-lhe a autoridade. Ele não controlava a turma. Ele não era fantástico, mas eu tinha pena dele às vezes porque ele esforçava-se e a verdade foi que os alunos aproveitaram-se das suas fraquezas.
A realidade é que também considero que o professor não tinha vocação.

Práticas Pedagógicas disse...

Devo confessar que, como professora, alegro-me e até fico optimista, ao ver reconhecida, por parte de um aluno, a necessidade de um professor ter autoridade, no sentido de conseguir controlar determinados comportamentos e proteger o bom funcionamento das actividades lectivas.
Sonho com o dia em que o respeito será tal, que não seja necessário pensarmos em autoridade.

Lucimeri disse...

Olá!
Gostei muito das suas dicas!
Tornei-me sua seguidora, vem me visitar tbém:
http://cantinhodalucinha.blogspot.com/
Abraços

Clara Faria da Rosa disse...

Para mim, o ensino é um encontro amoroso entre docente e discente os quais fazem uma caminhada juntos rumo ao sucesso. Fiquei agradávelmente surpreedida ao constactar que, apesar de serem tão maltratados os professores deste país, ainda há quem se dedique a esta causa com afinco tentando torná-la menos difícil e mais proveitosa.Desejo sinceramente que embora em desfavor da sus paz e soassego nunca renegue esta causa e que continue a divulgar as suas convicções, o seu saber, da experiência feito e os seus sonhos.
Agradeço as suas palavras, na verdade sou uma sessentona aposentada há vários anos que nunca despiu a sua camisola ou melhor a sua bata ( que se usava no meu tempo)
Os meus parabéns e um abraço,
Clara Faria da Rosa

Práticas Pedagógicas disse...

Muito obrigada! Sou apaixonada por esta profissão e compreendo o que quer dizer com "nunca despir a bata". Sinto que ser professor/a é algo que se é a tempo inteiro... e para sempre. :)
Um abraço!

Anónimo disse...

Fico muito chateada quando fala de um professor, que ele é incapaz ou não tem vacação , não ter autoridade ,mas a maioria desses alunos na verdade não estão tendo educação em casa os pais não tem mais tempo para seus filhos não ensina o significado da palavra limite assim eles refletem o que aprende em casa na escola

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