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Técnica de escrita para línguas estrangeiras

Imagem retirada daqui
Uma estratégia para ajudar a melhorar as notas numa disciplina de língua estrangeira, nomeadamente para quem apresenta diversas dificuldades a nível de vocabulário, de gramática, de interpretação e de produção de texto, é apostar na escrita.  
Quem sabe escrever, percebe o que lê, consegue escrever frases para responder a perguntas de interpretação, aplica regras gramaticais e escreve textos. Assim, é muito importante desenvolver esta competência.
Aqui fica um exemplo de como escrever, passo a passo,  um texto descrevendo uma casa. Pode-se utilizar pequenos cartões para organizar vocabulário e regras gramaticais. Num cartão escreve-se nomes de tipos de casas com a sua tradução. Noutro escreve-se nomes de quartos e divisões de uma casa e, noutro ainda, os nomes de mobílias. No que respeita à gramática, elabora-se um cartão a explicar o uso do presente, outro com as preposições de lugar e um terceiro com o verbo haver (que será muito utilizado).
Das palavras passa-se às frases. Elabora-se uma tabela com tópicos na coluna esquerda e espaço para frases na coluna da direita. O primeiro tópico poderá ser o tipo de casa, seguido de que quartos e quantos destes há, a descrição de um quarto de cama e uma opinião sobre a casa.
Type of house



What rooms and how many




Bedroom



Opinion about the house


No primeiro tópico escreve-se uma frase simples dizendo de que tipo é uma determinada casa. De seguida escrevem-se algumas frases simples enumerando os quartos que lá existem e quantos são. No tópico seguinte, escrevem-se frases simples dizendo onde se encontram determinadas mobílias num quarto de cama. Finalmente, escreve-se uma frase dando uma opinião sobre a casa. Para escrever estas frases, usa-se o vocabulário que consta nos cartões, recorrendo também às explicações gramaticais.
Depois de escritas as frases, devem ser corrigidas.
Type of house
I live in a detached house.


What rooms and how many
In my house there is a living room.
There is a kitchen and a bathroom.
There are three bedrooms.
There is a garden and a garage.

Bedroom
In my bedroom there is a bed.
There is a wardrobe next to the bed.
There is a desk in front of the bed.
There is a window and a bookcase next to the window.

Opinion about the house
My house is beautiful.

Das frases passa-se ao texto. A frase que diz de que tipo de casa se trata serve como introdução e a frase de opinião é uma boa conclusão. A descrição da casa e do quarto de cama ficam no desenvolvimento. Um parágrafo para cada um destes temas. Para compor o texto basta copiar todas as frases, dando-lhe o formato de um texto com parágrafos bem delineados. Mas para ficar mesmo bom, pode-se acrescentar alguns conetores.

I live in a detached house.

In my house there is a living room. There is a kitchen and a bathroom. Besides there are three bedrooms. There is also a garden and a garage.

In my bedroom there is a bed. There is a wardrobe next to the bed and there is a desk in front of the bed. There is also a window and a bookcase next to the window.

My house is beautiful.

Efeito Bumerangue


Bumerangue
Fonte da Imagem



Aprendemos muitas coisas ouvindo, vendo e passando por experiências. Aprender por imitação é uma forma eficaz de aprender. Quantas coisas não aprendemos a fazer depois de as vermos serem feitas por alguém? Quantas coisas professores e professoras exemplificam, para que os seus discentes as saibam fazer! Reparem agora nos seguintes exemplos.
O menino A vai ter com um grupo de meninos e pergunta se pode juntar-se a eles. Eles dizem que não. Vai ter com outro grupo que está a jogar, pergunta se também pode participar, mas respondem que não. Tenta novamente outro grupo, pergunta se pode ir almoçar com eles e é novamente rejeitado. Uns tempos mais tarde, o menino A está com uns amigos seus, aproxima-se um menino, pergunta se pode juntar-se a eles e o que diz o menino A? Diz que não.
O menino C mudou de escola. Não conhecia ninguém no primeiro dia. Aproximou-se de um grupo de meninos, perguntou se podia juntar-se a eles, disseram que sim, apresentaram-se e ficaram todos a conversar. Noutro dia, estavam outros meninos a jogar futebol, perguntou se podia jogar com eles e logo foi introduzido numa equipa. Quando foi almoçar, perguntou a um grupo de meninos se podia sentar-se naquela mesa, fizeram espaço e começaram a conversar com ele. O menino C fez muitos amigos. Certo dia, chega um novo menino à escola, aproxima-se do grupo do menino C, pergunta se pode juntar-se a eles e o que diz o menino C? Diz que sim, apresenta-lhe os seus amigos e começam a conversar.
O menino A disse que não e o menino C disse que sim, porque estavam a repetir o que tinham aprendido. Aprenderam por imitação.
Um bumerangue depois de atirado, volta à mão de quem o arremessou. Ensinamos muito aos outros com as nossas atitudes. Se ensinamos os outros a excluir, eles aprenderão a excluir e ensinarão outros a fazer o mesmo. Chega o dia de nós querermos participar num jogo ou numa conversa e ouvimos um não. Do mesmo modo, se ensinamos os outros a incluir, eles aprenderão, ensinarão outros, e também nós seremos incluídos.
Aquilo que atiramos, regressa à nossa mão. Que o nosso “bumerangue” seja bondoso, generoso, honesto, leal, tolerante, alegre, optimista… tudo de bom!

A maior riqueza!

“Um ladrão rouba um tesouro, mas não furta a inteligência. Uma crise destrói uma herança, mas não uma profissão. O facto de não ter dinheiro não é relevante, porque tu és uma pessoa rica, pois possuis o maior de todos os capitais: a tua inteligência. Investe nela. Estuda!”
CURY, Augusto, Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes, Lisboa, Editora Pergaminho SA, 2008

Contrariar frustrações

“Quando os sonhos comandam a nossa vida, os surdos podem ouvir melodias, os cegos podem ver as cores, os derrotados podem encontrar energia para continuar. Quando não havia chão onde pudesse caminhar, Beethoven caminhou dentro de si mesmo, não desistiu da vida; pelo contrário, exaltou-a. Os sonhos venceram. O mundo ficou a ganhar.”*
Queridos alunos e alunas de todo o mundo,
Algum/a de vocês já ficou muito triste por não obter a classificação desejada numa prova, ou por a vossa média não corresponder às vossas expectativas? Algum/a de vocês está desanimado/a com a escola, sem vontade de continuar a trabalhar e a aprender por não encontrar nisso algum sentido, por achar que não é capaz de fazer melhor ou que não vai conseguir entrar para o curso que deseja?
As frustrações visitam a nossa vida muito frequentemente. Se as deixamos tomar conta da nossa existência, ficamos tristes, ansiosos e desprotegidos. Há que virá-las do avesso, dominá-las, controlá-las, ultrapassá-las. Nós é que fazemos as nossas escolhas, temos uma capacidade, para muitos desconhecida, de alcançarmos a serenidade e a satisfação na nossa vida. Aprender a lidar com as nossas frustrações faz-nos amadurecer.
Estava há pouco a ler um livro em que uma professora tentava animar uma aluna que estava muito triste com uma nota que tinha tido a matemática. A professora contou-lhe então a história de Beethoven. Beethoven era um verdadeiro génio da música. O que precisava para ser feliz era uma audição apuradíssima, compor e tocar o seu piano. No entanto, estava-lhe reservada a pior das frustrações. Beethoven começou a perder progressivamente a sua audição. Ficou extremamente deprimido, sem vontade de viver. Contudo, apercebeu-se que se encostasse o ouvido ao solo ou a abjectos, conseguia ouvir as vibrações das notas. Foi difícil no início, pois era difícil distinguir as notas nessas vibrações. Valeu-lhe também a memória que guardava dos sons. E ele conseguiu. Compôs músicas extraordinárias, como a famosa Sinfonia n.º 9 em Ré Menor, mesmo estando praticamente surdo. Ele tomou as rédeas do seu destino nas suas mãos.
Com esforço, com ânimo e com inteligência, vocês conseguem alcançar o sucesso. Superar uma frustração é em si um grande sucesso. Quer tenham de procurar outro método de ensino/aprendisagem, outro método de estudo, pesquisar noutros lugares ou pedir ajuda, há muito que podem fazer pelo vosso sucesso escolar e pelo vosso sucesso pessoal.
Força!
Bibliografia:
* CURY, Augusto, Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes, Lisboa, Editora Pergaminho SA, 2008

O humor é uma arma poderosa

Querido aluno, querida aluna,
Sentes-te triste? Fazem-te mal? Não sabes o que fazer?
Não tenho uma receita infalível para ti, mas algumas palavras.
Todos aqueles que procuram ofender, que riem de nós, que humilham e magoam de diversas formas, têm o seu público preferido: os que baixam os olhos, os que choram, os que demonstram o quanto se sentem mal com isso.
Não é fácil, mas há uma forma de lidar com essas situações. Muitas vezes resulta absolutamente, outras não. Mas nunca podemos deixar de tentar.
Quem mostra boa disposição, demonstra que está seguro de si. Quem está seguro de si, normalmente não é público-alvo daqueles que agridem verbalmente. Há duas coisas que ajudam muito.
Mostrar que não ficamos incomodados com certos comentários. Acreditar que eles não nos atingem. Nunca acreditar nos comentários depreciativos, mas saber que quem os faz é porque tem necessidade de se sentir grande. No fundo, os nossos agressores não estão seguros de si próprios. Também têm os seus problemas e sofrimentos.
Outra coisa muito importante é lidar com isso com humor. Responder com humor a um comentário maldoso e rir com boa disposição, faz com que os outros riam connosco em vez de se rirem de nós. Às vezes não sabemos logo o que dizer. Mas como os comentários maldosos se repetem, podemos pensar no que dizer na vez seguinte. Vou dar alguns exemplos que algumas crianças partilharam comigo. Um menino disse-me que quando o chamam “caixa de óculos” ele responde: “Eu uso os óculos, não a caixa.” Outro menino disse-me que uma vez gozaram com os seus dentes e o chamaram de vampiro. Ele respondeu: “Ya, eu sou o Edward Cullen*.” Uma piada inesperada pode salvar a situação.
É claro que há casos mais graves. Há casos em que os adultos se envolvem para ajudar e também têm muitas dificuldades em fazê-lo. Mesmo assim, procura sempre a ajuda de um adulto. Não estamos sozinhos neste mundo. Há sempre alguém que nos pode ajudar.
Recomendo auto-estima e boa disposição. Tenta não pensar muito nas mágoas, porque quem as causa pouco pensa também.
Um grande abraço para ti!

*Personagem fictícia da saga Twilight de Stephenie Meyer

Como estudar: 10 conselhos

Queridos alunos e alunas de todo o mundo,
Têm muito que estudar, não é? Muitas disciplinas, muita matéria, muitos dias e muitas horas de estudo. Ficam nervosos com os testes? Sentem-se cansados? Hoje sou professora, mas ainda não me esqueci do tempo em que era aluna. Gostava de vos dar alguns conselhos. A mim ajudaram-me.
Quando temos muito que fazer, o melhor é sermos organizados. Se organizamos bem o nosso tempo, temos tempo para tudo. Ou quase.
Aqui vão os meus 10 conselhos para o vosso estudo.
1º Prestem muita atenção nas aulas. O que fica bem percebido na aula facilita o vosso estudo fora desta.

2º Assim que tiverem uma dúvida na aula coloquem-na logo. Os vossos docentes  não adivinham o que se passa na vossa mente. Quando têm alguma dúvida, devem dizê-lo.
3º Nunca comecem a estudar na véspera do teste. Na véspera, revê-se a matéria já estudada.
4º As disciplinas que requerem bases para se prosseguir com o estudo, como por exemplo a Matemática e as línguas, têm de ser praticadas regularmente e é importante que “não percam o comboio”. Pratiquem com frequência e coloquem as dúvidas logo que estas surjam.
5º Nas disciplinas em que têm muitos nomes e datas para decorar façam apontamentos com antecedência, esquemas, resumos, listas ou alguma outra estratégia que vos ajude a visualizar o que têm de saber, assim como a organizar esse conhecimento.
6º Tenham um dossier organizado com divisões entre as várias disciplinas e, se necessário, subdivisões dentro de cada disciplina.
7º Tenham uma agenda para programem o vosso estudo semanalmente, assim como atividades de lazer que também são importantes. Um mente descansada assimila melhor novos conhecimentos.
8º Leiam muito. Leiam livros ou revistas que gostem. O acto de leitura ensina muito mais do que possam imaginar.
9º Contem a alguém aquilo que aprenderam. Nós lembramo-nos de cerca de 70% daquilo que dizemos ou ensinamos aos outros.
10º Tentem gostar do que aprendem ou pelo menos reconhecer a sua importância. Lembramo-nos mais facilmente daquilo que gostamos ou achamos importante. E deixem-me dizer-vos que às vezes não gostamos de uma matéria, só porque não a conseguimos perceber. É a essa que devem dar mais atenção. Depois de perceberem, acharão fácil e até poderão ficar a gostar.
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